Idosa morre após ser atacada por pitbull em Barra Mansa
Uma mulher de 75 anos morreu após ser atacada por um cachorro da raça pitbull na manhã deste domingo (20), em Barra Mansa, município localizado no Sul Fluminense. A vítima, identificada como Sonia Maria Benicio da Costa, foi encontrada sem vida no quintal da residência de sua irmã, no bairro Mangueira.
O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, que isolaram a área e realizaram os primeiros procedimentos. A Polícia Civil agora conduz as investigações para esclarecer os detalhes do ataque.
Vítima ajudava irmã com medicação
De acordo com as informações repassadas pela Polícia Militar, Sonia havia ido até a casa de sua irmã, que faz uso de medicamentos controlados, para ajudá-la com a administração da medicação. Durante a visita, foi surpreendida pelo ataque do pitbull, que pertence ao sobrinho da vítima e vive na mesma propriedade.
Segundo relatos iniciais, a idosa não teve tempo de se defender. O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente, mas, ao chegar ao local, os militares encontraram a vítima já sem vida, com ferimentos graves decorrentes das mordidas do animal.
Animal foi isolado e encaminhado ao Cirac
Após o ataque, o cão foi contido e recolhido por agentes do Centro Integrado de Recolhimento, Assistência e Controle de Animais (Cirac), em Porto Real, também no Sul Fluminense. Segundo o órgão, devido ao comportamento agressivo, o pitbull foi colocado em um canil individual, onde permanece sob observação.
O Cirac informou ainda que o animal recebeu um microchip de identificação e passará por um procedimento de castração. Apesar do objetivo principal do centro ser a adoção de animais resgatados ou recolhidos, neste caso específico, a adoção está sendo avaliada com cautela, levando em conta os riscos apresentados pelo comportamento do cão.
Investigação vai apurar responsabilidades
A 90ª Delegacia de Polícia de Barra Mansa ficou responsável por conduzir a investigação. A área do ataque foi periciada ainda no domingo, e o tutor do cão, além de outras testemunhas, prestou depoimento à autoridade policial.
A Polícia Civil agora busca entender as circunstâncias exatas do ocorrido e verificar se houve negligência por parte do proprietário do animal. Um dos focos da apuração é saber se o cão estava devidamente contido e se medidas de segurança estavam sendo adotadas na residência.
O caso reacende o debate sobre a guarda de cães de raças consideradas potencialmente perigosas, especialmente em ambientes residenciais compartilhados com pessoas idosas, crianças ou com mobilidade reduzida.
De acordo com normas estaduais e municipais em vigor, a posse de cães da raça pitbull exige cuidados específicos, como uso de focinheira e guia em locais públicos, além de critérios rígidos para adoção e guarda responsável.
Mais informações devem ser divulgadas após o avanço das investigações. Até o momento, não há confirmação sobre medidas adicionais que poderão ser tomadas em relação ao tutor do animal.
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