FiscalizaçãoRio de Janeiro

Operação na Baixada flagra grande fraude de energia

Ação da Light com a Polícia Civil em Mesquita e Nilópolis identifica conexões clandestinas, prende suspeito e recupera energia suficiente para abastecer mil casas durante um mês.

Por Redação

A Baixada Fluminense foi alvo de uma grande operação contra furto de energia nesta quinta-feira (13), quando a Light atuou em conjunto com a Polícia Civil nos municípios de Mesquita e Nilópolis. A ação, realizada em áreas comerciais e residenciais, resultou na prisão de uma pessoa em flagrante e na condução de outras sete para prestar esclarecimentos. O objetivo foi coibir ligações clandestinas, popularmente conhecidas como “gatos”, que vêm causando prejuízos crescentes na região.

Além da repressão criminal, a operação integrou inspeções, cortes, regularizações e atendimentos ao público. As equipes identificaram fraudes de grande porte em estabelecimentos variados, incluindo padarias, restaurantes e lojas, o que demonstra que o furto de energia deixou de ser apenas um problema residencial e passou a atingir fortemente o setor comercial.

Fraudes de alto impacto foram identificadas

Durante a fiscalização, técnicos descobriram uma fraude em uma padaria de médio porte capaz de desviar energia suficiente para abastecer 50 casas. Em seguida, outras irregularidades foram encontradas em restaurante, casa de carnes, fábrica de gelo e loja de roupas. Todas as estruturas apresentavam o mesmo padrão de ligação clandestina, indicando um esquema recorrente na região.

Ao longo do dia, foram executados 1.988 serviços, entre inspeções, cortes e regularizações, além de 25 atendimentos na Agência Móvel da Light. No total, as ações permitiram recuperar 230 MWh de energia. A quantia seria suficiente para suprir o consumo de cerca de mil residências durante um mês, o que mostra a dimensão do prejuízo causado pelas ligações ilegais.

Crime previsto em lei e risco para toda a população

As equipes reforçaram que todas as irregularidades constatadas envolviam desvio direto da rede antes da medição, caracterizando furto de energia. O crime está previsto no artigo 155 do Código Penal e pode resultar em prisão. Além disso, os técnicos explicaram que esse tipo de ligação aumenta drasticamente o risco de incêndios, choques elétricos e danos estruturais, já que os cabos improvisados não têm proteção adequada.

A Light informou que o furto de energia afeta diretamente a qualidade do serviço, provoca oscilações na rede e acelera a queima de transformadores. Segundo dados recentes divulgados pela própria concessionária, entre dezembro de 2024 e abril de 2025 foram registrados 1.320 transformadores danificados por sobrecarga, prejudicando 400 mil clientes. Informações técnicas adicionais e legislações relacionadas estão disponíveis em https://www.gov.br/aneel.

Ações ampliadas e prejuízo bilionário

A empresa revelou que, somente nos dez primeiros meses de 2025, foram regularizadas quase 2.400 ligações clandestinas e normalizadas mais de 118 mil instalações irregulares. A energia recuperada no período chegou a 132 GWh, volume suficiente para abastecer 54 mil residências durante um ano inteiro.

Mesmo com operações diárias, o furto de energia permanece como um desafio expressivo. A Light estima prejuízo anual de R$ 1,3 bilhão, valor que poderia ser destinado à expansão da rede, redução de tarifas e modernização de equipamentos. Atualmente, a cada 100 clientes regulares, 40 praticam algum tipo de desvio, demonstrando a gravidade do problema.

Durante a ação, cerca de 500 profissionais participaram da operação, que contou com o apoio da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD), do 20º BPM, do PROEIS e de peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). A participação integrada das equipes buscou ampliar o alcance das fiscalizações e reforçar a atuação contra crimes que impactam diretamente o sistema elétrico.

A gerente de Serviços Comerciais da Light, Jéssica Almeida, destacou que o combate ao furto de energia é essencial para garantir estabilidade e segurança no fornecimento. Ela afirmou que regularizar o acesso à energia e proteger a comunidade são metas permanentes da companhia.

Fotos: Divulgação/Light

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