MPRJ denuncia MC Poze e mais nove por tortura e sequestro de ex-empresário
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou denúncia contra o cantor Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como “MC Poze”, e outras nove pessoas, por crimes de tortura e extorsão mediante sequestro contra o ex-empresário do artista. O caso ocorreu em fevereiro de 2023, na residência de MC Poze, em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio. Além disso, sete dos denunciados podem ter prisão preventiva decretada, conforme pedido do MPRJ.
De acordo com a denúncia, a vítima foi mantida presa por cerca de uma hora e meia, enquanto era submetida a agressões físicas e psicológicas. Os agressores teriam exigido que ele confessasse a suposta subtração de parte de uma pulseira de ouro. Mesmo após a devolução do objeto, as agressões seguiram, causando fraturas, queimaduras e deformidades permanentes, de acordo com laudo pericial anexado ao processo.
Agressões graves e participação de grupo
A Promotoria relatou que as agressões incluíram socos, chutes, queimaduras com cigarros e golpes aplicados com uma arma artesanal feita de madeira com pregos. Segundo o MPRJ, a ação foi coordenada entre os envolvidos, demonstrando clara intenção de aplicar uma justiça privada por conta própria.
Três dos denunciados também foram acusados de crime contra a administração da Justiça, por supostamente prestarem falso testemunho durante a investigação. Mesmo após presenciarem ou terem conhecimento dos atos de violência, eles teriam negado os fatos às autoridades policiais na tentativa de proteger o grupo.
Denúncia inclui pedido de prisão preventiva
A denúncia foi oferecida pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da Área Zona Sul e Barra da Tijuca. Na peça, os promotores destacaram a gravidade dos crimes e o uso de extrema violência, além dos riscos para a ordem pública e para o andamento do processo. Por isso, solicitaram ao Judiciário que seja decretada a prisão preventiva de sete dos denunciados.
O caso foi investigado pela 42ª Delegacia de Polícia (Recreio), que reuniu depoimentos e provas materiais que subsidiaram a denúncia do Ministério Público. Segundo o MPRJ, as provas apontam que a vítima sofreu grande sofrimento físico e psicológico, configurando o crime de tortura.
Entenda o caso e próximos passos
A denúncia agora será analisada pelo Poder Judiciário, que decidirá sobre a abertura da ação penal e sobre os pedidos de prisão preventiva. Se condenados, os denunciados podem responder por crimes que têm penas previstas de longa duração, em razão da gravidade e das consequências causadas à vítima.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e deve seguir em tramitação na Justiça. Mais detalhes sobre o andamento do processo podem ser acompanhados pelo site oficial do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro: https://www.mprj.mp.br.
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