Sambista Marquinho PQD morre aos 66 anos no Rio
O samba perdeu nesta segunda-feira (29) um de seus grandes arquitetos sonoros. Marquinho PQD, compositor e ex-paraquedista do Exército, morreu aos 66 anos no Rio de Janeiro após dias de internação. A causa da morte não foi divulgada, mas a notícia foi confirmada nas redes sociais do artista. Em mais de quatro décadas de carreira, ele construiu um repertório com mais de 400 canções, muitas delas eternizadas por vozes que moldaram a história do gênero.
Criado em Realengo, na Zona Oeste do Rio, Marquinho PQD se tornou referência nas rodas de samba e presença marcante nos palcos. Sua obra percorre gerações e segue viva nas vozes de grandes intérpretes e nas escolas de samba.
Parcerias com os gigantes do samba
Marquinho PQD teve composições gravadas por ícones como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Arlindo Cruz e Jorge Aragão, além de grupos lendários como Fundo de Quintal, Exaltasamba e Revelação. Entre seus destaques estão “É Sempre Assim” (com Arlindo Cruz), “Ogum” (Zeca Pagodinho) e “Abuso de Poder” (Jorge Aragão). Beth Carvalho, uma de suas maiores intérpretes, levou ao público sucessos como “Sonhando Eu Sou Feliz”, “Coração Feliz” e “Se Vira”, esta última trilha da novela Cheias de Charme da TV Globo.
A lista segue com pérolas como “Luz do Repente”, imortalizada por Jovelina Pérola Negra, “Fora de Ocasião”, cantada por Alcione, e “Pra Ser Minha Musa”, eternizada na voz de Reinaldo. Seu talento também brilhou nos sambas-enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel, assinando as composições de 1995 e 2000.
Reconhecimento e homenagens
O Império Serrano prestou homenagem oficial, declarando solidariedade à família e reconhecendo sua contribuição vital à cultura popular brasileira. O parceiro Sombrinha, com quem dividiu palco e estúdios, escreveu nas redes sociais: “Foram mais de 40 anos de amizade, de risadas, de composições e de histórias que vão ecoar para sempre em meu coração. Marquinho não era só compositor, era um mensageiro do samba”.
A perda de Marquinho PQD representa não apenas o silêncio de um grande criador, mas também a certeza de que seu trabalho continuará vivo em cada roda de samba e na memória de quem vibra ao som desse gênero que é patrimônio do Brasil.
Fotos: Divulgação


